Morreu o realizador Jean-Luc Godard

     O cineasta franco-suíço faleceu esta terça feira (dia 13) com 91 anos. O pai da "Nova Vaga" francesa deixa para trás uma obra imensa que revolucionou o cinema e marcou gerações.

       Escrito por Tiago Almeida

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       O realizador franco-suíço foi uma parte fundamental da "Nova Vaga" francesa, o movimento que revolucionou o cinema nos anos 1950 e 60. Jean-Luc Godard morreu na passada terça-feira (dia 13), na sua casa em Rolle, na Suíça, com recurso a morte assistida. Tinha 91 anos, divulgou o jornal "Libération", na manhã do mesmo dia.

       Jean-Luc nasceu a 3 de dezembro de 1930, em Paris, Godard cresceu e estudou em Nyon, na Suíça. Em 1949 voltou à capital francesa, onde começou a visitar os cineclubes de Paris. Juntamente com François Truffaut, Jacques Rivette e Eric Rohmer fundou a revista “La Gazette du Cinéma” e começou a carreira como crítico na famosa revista “Cahiers du Cinéma”.

       Realizou a sua primeira curta-metragem em 1954, com o título de "Operation Beton" e, cinco anos mais tarde, em 1959, realizou o seu primeiro filme intitulado "Acossado", que foi aclamado pela crítica e pelo público, marcando o início de uma notável carreira, onde revolucionou a forma narrativa do cinema.

       Durante a sua carreira, foi distinguido com vários prémios como um Óscar Honorário pelo sua obra como um todo em 2010, um Leão de Ouro no Festival de Veneza em 1983, ou um Urso de Ouro no Festival de Berlim em 1965. 

       Godard foi recordado por várias figuras e personalidades do cinema e de fora do cinema, como o presidente Francês Emmanuele Macron que, no Twitter, descreveu o cineasta como "o mais corajoso dos realizadores da 'Nova Vaga', que inventou uma arte corajosamente moderna e intensamente livre", e concluiu dizendo que se perdeu "um tesouro nacional". Além de Macron, Marcelo Rebelo de Sousa também recordou o realizador francês.

       Também António Preto, diretor da Casa Manoel de Oliveira, elogiou Godard afirmando que é "uma figura incontornável do cinema do século XX", e o produtor português Paulo Branco, que descreveu o realizador como "alguém a quem todos nós, que trabalhamos no cinema nos últimos 60 anos, lhe devemos tudo." 

       Parte da filmografia do cineasta franco-suíço está disponível para visualização no catálogo da Netflix, em Portugal.


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